• mais de 1 ano atrás
    beth
    beth

    beth perguntou

    Hipertireoidismo tem cura ou é preciso tomar remédio a vida toda?

    mais de 1 ano atrás
  • Dr. Daniel Branco

    CRM 133670 - SP

    Especialidades

    Dr. Daniel Branco
  • Dr. Daniel Branco respondeu

    Olá beth,  Dependendo da causa do hipertireoidismo, sim, pode ter cura. Um exemplo é se  a doença for causada por um tumor na tireoide:  retirando o tumor, o indivíduo está curado. Mas considerando que você falou em tomar remédios a vida toda, vou supor que está se referindo a um tipo específico de hipertireoidismo: a tireoidite de Graves (até porque é a causa mais comum de hipertireoidismo).   Nessa doença, o seu próprio corpo produz substâncias (anticorpos) que agem na tireóide, fazendo com que ela aumente a produção dos hormônios tireoidianos para além do nível normal. O tratamento de escolha para essa condição é o uso de uma medicação cujo efeito final é diminuir a atividade da tireóide, para que os níveis hormonais voltem ao normal. A princípio, o uso dessa medicação deve ser para o resto da vida. Apesar disso, em parte dos pacientes a doença entra em remissão após alguns anos de tratamento. Isso quer dizer que os sintomas somem e pode-se abrir mão da medicação. Infelizmente isso só ocorre em aproximadamente 30% dos pacientes, os demais tem que conviver com o remédio.  Há outras possibilidades de tratamento para a doença de Graves, que envolvem destruir a glândula tireoide (ou por remoção cirúrgica ou pela ingestão de comprimidos que são tóxicos à glândula). Nesses casos, porém, o paciente evolui de um hipertireoidismo para um hipotireoidismo, já que sem tireoide não dá para produzir seus hormônios. E aí vai ter que fazer reposição hormonal, ou seja, tomar remédio para o resto da vida.  A tireoidite de Graves faz parte de um conjunto de doenças chamadas doenças auto-imunes. Nessas doenças, apesar de a medicina ter avançado muito no tratamento dos sintomas, ainda engatinhamos no tratamento das causas, até porque não elas não são muito bem conhecidas. Quem sabe daqui a alguns anos tenhamos possibilidades terapêuticas mais eficientes e definitivas.  Esperamos ter ajudado

    Com a colaboração de Braian Sousa (Estudante)
    • Conteúdo Público
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    1 ano atrás
  • Dr. Rogerio Luz Coelho

    CRM 22022 - PR

    Especialidades

    Dr. Rogerio Luz Coelho
  • Dr. Rogerio Luz Coelho respondeu

    Olá beth,  Dependendo da causa do hipertireoidismo, sim, pode ter cura. Um exemplo é se  a doença for causada por um tumor na tireoide:  retirando o tumor, o indivíduo está curado. Mas considerando que você falou em tomar remédios a vida toda, vou supor que está se referindo a um tipo específico de hipertireoidismo: a tireoidite de Graves (até porque é a causa mais comum de hipertireoidismo).   Nessa doença, o seu próprio corpo produz substâncias (anticorpos) que agem na tireóide, fazendo com que ela aumente a produção dos hormônios tireoidianos para além do nível normal. O tratamento de escolha para essa condição é o uso de uma medicação cujo efeito final é diminuir a atividade da tireóide, para que os níveis hormonais voltem ao normal. A princípio, o uso dessa medicação deve ser para o resto da vida. Apesar disso, em parte dos pacientes a doença entra em remissão após alguns anos de tratamento. Isso quer dizer que os sintomas somem e pode-se abrir mão da medicação. Infelizmente isso só ocorre em aproximadamente 30% dos pacientes, os demais tem que conviver com o remédio.  Há outras possibilidades de tratamento para a doença de Graves, que envolvem destruir a glândula tireoide (ou por remoção cirúrgica ou pela ingestão de comprimidos que são tóxicos à glândula). Nesses casos, porém, o paciente evolui de um hipertireoidismo para um hipotireoidismo, já que sem tireoide não dá para produzir seus hormônios. E aí vai ter que fazer reposição hormonal, ou seja, tomar remédio para o resto da vida.  A tireoidite de Graves faz parte de um conjunto de doenças chamadas doenças auto-imunes. Nessas doenças, apesar de a medicina ter avançado muito no tratamento dos sintomas, ainda engatinhamos no tratamento das causas, até porque não elas não são muito bem conhecidas. Quem sabe daqui a alguns anos tenhamos possibilidades terapêuticas mais eficientes e definitivas.  Espero ter ajudado ---- Resposta bem completa ... parabéns. 

    Com a colaboração de Braian Sousa (Estudante)
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